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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O que não aprendemos com quadrinhos.


Como leitor fiel de hq’s de vários gêneros, e historiador, fico me perguntando, que são meus colegas apreciadores da 9º arte,  e principalmente como estes leem , pois vejo uma discrepância abismal, entre publico e produto, um afastamento, ou ignorância (no sentido literal de ignorar) com relação ao texto presente , nas hq’s  tanto antigas quanto contemporâneas, uma limitação um apego simplista a splash pages, crossovers, e como se a historia se limitasse a um grande roteiro de filme de ação , onde as intenções, dos autores, a ironia, carregada de violência e sarcasmo, e a critica social presente, que não são escritas de forma subliminar, mas sim explicitadas , em diálogos mordazes, ou referencias visuais que espoe muito mais do que a leitura rasa ,que vem sendo feita, muitas vezes, mesmo um produto e vamos entender os quadrinhos como um produto, feito por uma indústria que visa em primeira instancia o lucro, porem , o lucro e o crescimento da indústria por ela mesma vem sendo limitado, pela manutenção de clichês,  modelos semi acabados (em ambos sentidos que a palavra pode ter ), a liberdade criativa dos autores seja roteirista e o desenhista, são explicitadas em detalhes que eventualmente fogem ao controle editorial.
 A Marvel, tem assumido nos últimos tempos um papel relevante, seja porque após a aquisição com a Disney, seu personagens tenha ganhado um espaço mais amplo nos meios áudio visuais, como cinema e tv, com grande eficiência, e com uma serie de escolhas experimentais, e apostas em personagens secundários ou terciários para evitar, conflitos, ou garantir liberdade de criativa, e mesmo assim ,estabelecer um universo multimídia coeso, entre tv e cinema, ou os paralelismo nas animações, com roteiros mais simples, apara um publico de entrada, porem sem abrir mão das referencias diretas a eventos dos quadrinhos, estabelecendo um bom relacionamento com o leitor regular.
 Mas voltando ao tema o que aprendemos com isso,, nos quadrinhos, os títulos com menor relevância editorial, acabam por garantir maios liberdade criativa ao autores, e uma ampliação na qualidade e possibilidade de experimentação e inovação , este títulos geralmente aclamados pela critica, tem curta duração, a durabilidade do titulo, acaba sendo, motivado pelo êxito do outro, em despertar o interesse dos leitores no personagem até então secundário,  que passa a integrar o mainstreem do cartel de personagem lucrativos, e imexíveis, o caso de Alias ,Jesica Jones, deixa tal fato evidente, a posta na personagem sendo adaptada para TV, de forma próxima a sua serie encerrada no quadrinhos,  e nos quadrinhos após o cancelamento de Alia, sua presença constate nos últimos anos com personagem satélite Nos Vingadores.
A pesar das fabulas morais presentes nas Hq’s, e de uma necessidade de uma leitura mais profunda,  o que nos faz retornar ao leitor,  como individuo, este parece precisar urgente mente de uma ampliação de sua capacidade de interpretação de texto, uma ampliação do arcabouço intelectual cada vez mais exigido, para uma interação mais eficiente  com os autores,  estes carregados de referencia , tanto a literatura, cinema, e a formação pessoal,  quanto ao quadrinhos, as vezes d forma metalinguística, as vesses em referencias, ao inicio da indústria ,já os personagem , imutáveis, e com conceitos fechados,  já adquiriam uma simbologia própria porem fixa, que foi construída ao longo dos anos, e como tal, devem ser vistos como objetos separados , e com simbologia própria cabendo aos autores, mover o mundo ao redor, sem grandes rupturas, por seu caráter simbólico,  pois símbolos, totens, representam, algo maior, do que uma avalição comercial com franquia de cinema.
E para finalizar, sabe o que não aprendemos com os quadrinhos?,

Somente o que não queremos aprender.

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